Fashion Bubbles

Agosto 14, 2006

A EVOLUÇÃO DO TECIDO NA ANTIGUIDADE – Parte 2

Arquivado em: Historia da Moda, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 12:11 pm

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Por Queila Ferraz Monteiro

É sabido que cada tecido tem a sua história; e o que fascina o estudante que se inicia no universo dos “panos” é a relação histórica que determina as condições de sobrevivência dos povos no contato com a natureza, fazendo nascer daí a moradia, a alimentação e a vestimenta.

Nessa relação, a casa e o tecido seguem caminhos paralelos: os corpos não sobrevivem estando nus, ou dormindo ao relento.

Dessa relação nascem ainda uma culinária e uma religião, pois é preciso agradecer a Deus “o pão nosso de cada dia”. Nasce também um sistema político, capaz de proteger a terra conquistada e garantir esse pão. 

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Agosto 11, 2006

A EVOLUÇÃO DO TECIDO NA ANTIGUIDADE – Parte 1

Arquivado em: Historia da Moda, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 12:00 pm

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PALAVRAS CHAVE: TECIDO, CULTURA E HISTÓRIA  

RESUMO

A história do tecido documenta a evolução das culturas humanas do seu estado nômade para a formação das comunidades civilizadas que fizeram nascer os grandes impérios da antiguidade.

O volume dos tecidos, seu luxo e a procedência das fibras, sempre foram sinônimo de status e poder.

Nos antigos impérios, os trajes reais, os sacerdotais e as vestes dos guerreiros, marcam esta condição, que está bem registrada no nosso primeiro documento, que é a Bíblia.

Nele, podemos ver para além da função, o valor de sagrado impresso no tecido.

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Julho 13, 2006

Bambu promove uma autêntica revolução no mundo têxtil

Arquivado em: Estilo, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 9:28 am

     

Peças confeccionadas em Fibra de Bambú

Além de resultar em roupas leves, macias e absorventes, a fibra produzida a partir desta gramínea é ecologicamente correta: uma dádiva para os estilistas
Por Véronique Lorelle

Na opinião de muitos, eles eram destinados principalmente aos ursos pandas que com eles se alimentam e se deliciam há séculos. Contudo, eis que os rebentos de bambu passaram a despertar também o apetite dos fabricantes de tecidos europeus. Da camiseta até as meias curtas, passando pela fralda-calção reciclável, a fibra que se extrai deles vem se imiscuindo de maneira discreta, porém irreversível no nosso cotidiano.

Nos hiper-mercados Carrefour, sob a marca Tex, o que se vê é uma enxurrada de travesseiros, toalhas e roupões de banho macios, fabricados a partir desta fibra, a qual é quatro vezes mais absorvente do que o algodão. Nos catálogos de firmas que vendem vestuário em domicílio, tais como Damart, Camif ou Les Trois Suisses, anúncios de camisetas e pulôveres leves fabricados a partir desta fibra celebram um verão “natural” que privilegia o bem-estar. (mais…)

Julho 5, 2006

ROMÂNTICOS

Arquivado em: Historia da Moda, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 6:12 pm

 O movimento romântico foi mais do que uma nova maneira de vestir, mais do que uma aparência; foi a manifestação de uma visão de mundo que dominou a cultura européia durante o século XIX. É difícil fixar uma data exata do momento em que uma moda aparece, como também sua paternidade.

Moda total, o Romantismo era um traje, uma estética uma fisionomia, uma sinfonia de cores, um sistema de mitos e idéias feitas, um panteão de heróis reais e imaginários, mas também um modo de vida que se imiscuía em todos os atos e legislava sobre todos os assuntos.

Para Wilson (1989), o início da grande onda romântica, do século XIX pode ser situado através de suas manifestações mais espetaculares: a representação triunfal da peça de Alexandre Dumas, Henri III e sa Cour, levada ao palco na Comédie-Française, no dia 11 de fevereiro de 1829. Nasceu ali uma verdadeira febre historicista que se apoderou de todas as manifestações artísticas. Seria a representação de um pouco de toda a história da França dos séculos XIV, XV, e XVI confundidos que se exibiria nas ruas.

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Junho 29, 2006

Sobre Dândis e antimoda masculina

Arquivado em: Historia da Moda, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 11:52 am

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“Oscar Wilde: o esteta, o dândi, o escandaloso, o intelectual, o sedutor, o elegante, o exótico, o bizarro, o homossexual, muitas vezes atitudes excêntricas para afrontar a sociedade londrina do século XIX.” Dhora Costa

Foi no século XIX, que o vestuário passou a significar dissidência. A figura crucial nesta transformação foi o dândi. O dandismo estabeleceu padrões mais rígidos de masculinidade ao introduzir um traje novo, moderno e urbano. Também, apontava para o vestuário como forma de revolta.

O vestuário masculino do século XIX era uma adaptação do traje de campo e esportivo do séc. XVIII. Foi o dândi que o transformou em estilo dominante, impondo uma estética que se opunha ao exagero de rendas, brocados e pó-de-arroz dos aristocratas pré-Revolução Francesa. Para Beau Brummel, seu criador, o novo estilo significava nada de perfumes. O papel do dândi implicava numa preocupação com o eu e a apresentação pessoal; a imagem era tudo.

Muitas vezes não tinha profissão, nome de família (SNOB: sem nobreza) e, aparentemente nenhum meio de sustento econômico, mas acabou por criar o arquétipo do novo homem urbano. A sua dedicação a um ideal de vestuário que santificava a sutileza, inaugurou uma época que punha o tecido, o corte e a queda do traje à frente do adorno, opunha o clássico retilíneo à cor e ostentação do rebuscado traje barroco e rococó.

Tipo narcisista, não abandonou a busca da beleza, apenas modificou o tipo apreciado, criando um novo erotismo masculino, com calças muito apertadas e o rosto sem pintura. O novo estilo tornou-se possível pelo uso da lã e do algodão em vez das sedas finas e cetins da velha aristocracia. Os alfaiates ingleses foram os primeiros a aperfeiçoar as novas técnicas de costura para tais tecidos. Vem dai a tradição de alfaiataria como corte inglês para traje masculino.

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Junho 19, 2006

Verdadeira aula de desenho

Arquivado em: Blogs & Links, Estilo, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 1:45 pm

A Queila enviou esse link que é uma verdadeira aula de desenho, não deixe de entrar que é muito bacana!

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http://fcmx.net/vec/v.php?i=003702

Junho 1, 2006

Conheça o primeiro Museu do Têxtil e do Traje

Arquivado em: Blogs & Links, Brasil, Historia da Moda, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 11:21 am

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http://www.institutofeminino.org.br/html/museu_do_traje_e_do_textil.htm

A Queila, que é nossa colaboradora, enviou este link. Quando estiverem em Salvador não deixem de visitar o museu!!!!

Queila Ferraz Monteiro é estudiosa de História da Moda, é consultora de design e gestão industrial para confecção e Professora de História da Indumentária e Tecnologia da Confecção dos cursos de moda da Faculdade Belas Artes, Senac Moda e Universidade Anhembi Morumbi. queilamoda@yahoo.com.br .

Para ver o perfil da Queila

Maio 30, 2006

Goth Chic:Um guia para a cultura dark

Arquivado em: Historia da Moda, Livros & Filmes, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 11:27 am

Goth Chic é um verdadeiro guia do lado obscuro da cultura moderna e contemporânea. Escrito por um expert no gênero, o jornalista musical especializado em rock e renomado ocultista Gavin Baddeley, Goth Chic é um convite para uma viagem pelo universo gótico, que irá atrair e informar tanto os já iniciados na subcultura dark, quanto aqueles que sentem curiosidade em saber um pouco mais sobre esse estilo alternativo tão polêmico e atraente.

Mais

Prof. Queila Ferraz Monteiro que é estudiosa de História da Moda – queilamoda@yahoo.com.br

Maio 29, 2006

A Moda e o seu Potencial de Mercado

Arquivado em: Brasil, Historia da Moda, Negócios, Queila Ferraz — fashionbubbles @ 9:59 am

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A autora, Queila Ferraz Monteiro é estudiosa de História da Moda, é consultora de design e gestão industrial para confecção e Professora de História da Indumentária e Tecnologia da Confecção dos cursos de moda da Faculdade Belas Artes, Senac Moda e Universidade Anhembi Morumbi. queilamoda@yahoo.com.br .

A palavra moda carrega consigo um fetiche relacionado à elegância, porém, um aspecto intrigante e pouco comentado por aqueles que se encantam por sua magia, é sua capacidade gerar riquezas através do sistema de industrialização. Vamos olhar a moda como confecção e pensar no seu poder dentro da economia brasileira.

As dimensões atuais da indústria de confecção no Brasil impressionam, estamos no 4º posto entre os maiores produtores mundiais. O que mais chama a atenção nessa industria nascida a poucas décadas atrás, é que se alastrou por todo país, extinguindo mercados enormes como os de venda de tecidos a metro e o de máquinas de costura doméstica, substituindo quase que totalmente a confecção artesanal realizada por alfaiates, costureiras e pelas próprias “donas de casa”.

Aqui, com cem anos de distância no tempo, chegamos ao mesmo ponto que a fabricação de roupas prontas alcançou dentro na economia capitalista durante a revolução industrial, na Europa do século XIX.

A indústria de confecção desmantelou um modo de construir vestuários e uma ordem social que sobrevivia dele, porém, demarcou novas fronteiras no campo das economias nacionais ao gerar um sistema sólido de trabalho e de mercado.

Hoje, temos que pensar a indústria da moda como geradora de trabalho, de bens e principalmente, de um sistema comercial que alimenta tanto a própria cadeia têxtil-confecção, como as áreas da mídia, que vivem de gerar informação sobre a moda e os modos elegantes de se vestir e de consumir diferentes outros produtos, que pertencem ao mundo da moda, tais como as revistas, a indústria de cosméticos e a cultura da saúde voltada para a beleza.

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